quinta-feira, 22 de novembro de 2007

História do olho, segundo Tom Zé


[Foto de Reinaldo Moraes para a capa do disco de Tom Zé – leia a história da foto aqui]



De vez em quando
todos os olhos se voltam pra mim,
de lá de dentro da escuridão,
esperando e querendo
que eu seja um herói.

Mas eu sou inocente,
eu sou inocente,
eu sou inocente.

De vez em quando
todos os olhos se voltam pra mim,
de lá do fundo da escuridão
esperando e querendo
que eu saiba.

Mas eu não sei de nada,
eu não sei de ná,
eu não sei de ná.

De vez em quando
todos os olhos se voltam pra mim,
de lá do fundo da escuridão
esperando que eu seja um deus
querendo apanhar, querendo que eu bata,
querendo que eu seja um Deus.

Mas eu não tenho chicote,
eu não tenho chicote,
eu não tenho chicó.

Mas eu sou até fraco,
eu sou até fraco,
eu sou até fraco.


[Tom Zé, “Todos os olhos” in Todos os olhos, 1973]



3 comentários:

lissa disse...

freud diria, acho, que você está na fase anal. eu não digo nada, até porque já disse antes, uns posts atrás: acho essa fase -e essas histórias- muito interessantes.

midc disse...

é possível, lissa, é possível... mas sabe uma das coisas q eu aprendi nos meus 3 anos de medicina?
- q, embriologicamente falando, existe um momento em os tecidos, estruturas, células, seiláoq, q darão origem à boca e ao ânus se confundem, no sentido de q ninguém pode dizer o q será o q^ quando o embrião dará lugar ao feto (ao menos na terminologia científica)...

lissa disse...

lendo a história da foto da capa do disco, isso que você aprendeu na faculdade de medicina faz sentido (e, como tom zé, tb fui enganada todo esse tempo sobre a foto)...