sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Marketing político & cultural + uma carona em nascimento, alex


Recebi hoje através de email dos mais simpáticos a seguinte piada:

Campanha de candidato
Um político que estava em plena
campanha chegou a uma cidadezinha, subiu acima de um caixote e começou seu
discurso:
- Compatriotas, companheiros, amigos! Nos encontramos aqui
convocados, reunidos ou ajuntados, para debater, tratar ou discutir um tópico,
tema ou assunto, o qual é transcendente, importante ou de vida ou morte. O
tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou ajunta, é minha
postulação, aspiração ou candidatura, à Prefeitura deste Município.
De
repente, uma pessoa do público pergunta:
- Escuta aqui, porque o senhor
utiliza sempre três palavras para dizer a mesma coisa?
- Ah! Pois veja, meu
senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como
poetas, escritores, filósofos etc. A segunda é para pessoas com um nível
cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui. E a terceira
palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão,
digamos, como aquele bêbado ali jogado na esquina.
De imediato, o bêbado se
levanta cambaleando e responde:
- Senhor postulante, aspirante ou candidato
(hic)... O fato, circunstância ou razão de que me encontre em um estado etílico,
bêbado ou mamado (hic)... não implica, significa ou quer dizer que meu nível
cultural seja ínfimo, baixo ou ralé mesmo (hic)... E com todo o respeito, estima
ou carinho que o senhor merece (hic)... pode ir agrupando, reunindo ou ajuntando
(hic)... seuspertences, coisas ou bagulhos (hic)... e encaminhar-se, dirigir-se
ou ir-se diretinho à sua progenitora, mãe biológica ou puta que o
pariu!!!

MORAL DA HISTÓRIA: O etílico, bêbado ou mamado, só pode ser da ilustre confraria dos intelectuais, que, como se sabe, em Cidade dos Reis abundam em cada esquina, junto com os periódicos, gazetas ou jornais.

A propósito de jornalistas e marqueteiros (entre os quais não me excluo, longe de mim ejetar saliva, cuspir ou escarrar no prato em que como), tão presentes nas folhas, noticiários ou resenhas, me recordo, me vem à cabeça ou me alembro, de um aforismo (ou aforismo ou aforismo) de Alex Nascimento – aliás, vários:

Claro que publicitários, escritores e jornalistas são pessoas
normais.
Apenas não se contentam em mentir somente pros íntimos.

Ou:

Imprensa é coisa séria.
Por dinheiro é capaz de publicar até
a verdade.


Ou:

Intelectuais são analfabetos que aprenderam a ler.

Ainda:

Jornal cultural é um periódico que, invés de destacar
vagabundos da sociedade, políticos sem qualificação e canalhas inomináveis, abre
seu espaço a um bando de complexados que por incompetência nunca chegarão
lá.

Viu como o livrinho foi útil? Vocês também podem comprar: até bem pouco era vendido na lojinha da Fundação Zéaugusto, coisa de dez real – Alex Nascimento, A última estação. Natal: Fundação José Augusto, 1998

Pra fechar:

Eruditos são pessoas que, não tendo nada pra dizer, vivem
citando imbecis que tinham tudo pra ficar calados.

Um comentário:

Rodrigo Levino disse...

onde acho essa biblia de alex? pago mais caro que pela de gutemberg.