quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Selvageria & Barbárie


Rodrigo Levino, paladino das questões culturais e algoz das unanimidades asininas, encaminha email de Dona Cecilia Giannetti, colunista da Folha desde o início do ano e vítima da intentona da Sacra Família Brasileira por ter escrito o texto que republico abaixo – pra quem ninguém deixe de entender o absurdo de um país que venera Luciano Huck, solidariza-se com o Rolex do Luciano Huck, gostaria de botar no pulso o Rolex do Luciano Huck – e uma parte gostaria mesmo era botar a mão na senhora Luciano Huck. Com ou sem Rolex.

O Luciano Huck entrou nessa de gaiato, coitado (ou foi porque botou a mão numa repórter? talvez, inconscientemente, eu), mas foi a antítese mais à mão que encontrei pra contrapor ao obscurantismo intelectual da massa de leitores da Folha, que anda enviando e-mails aos borbotões chegando à redação da Ilustrada, em que sou chamada de "nazista", e acusada de querer acabar com a alegria da família brasileira, para usar as palavras da própria Giannetti.

Os italianos costumam dizer que tutto Il mondo è paese – numa tradução livre, todo lugar é provinciano. São Paulo – de onde suponho parte a maioria dos emails agressivos –, claro, é a quintessência desse provincianismo chulo com ares de poder econômico travestido de poder cultural.

Sem essa aranha: a visão da família ofertada por Cecilia é até sutil em comparação à realidade física. As manhas literárias da moça terminam afagando o quengo dos pretensos vilipendiados, tornando-os menos selvagens, menos bárbaros, mais simpáticos do que efetivamente são.

O único erro de Giannetti – a quem fui apresentado muito rapidamente no ENE, azafamada que estava com uma câmera digital e a proteção donzela de Levino – foi não ter lido antes o aviso:

“Não dê comida aos animais”.


Quem quiser dizer o que pensa do texto da moça, envie email para
ombudsman@uol.com.br

Um comentário:

Rodrigo Levino disse...

os que enviaram e-mails acusando a cissa, certamente ouvem simone sem parar, cantando "então é natal, e o que você feeeeeez" e dentro de si, sequer se dão conta do quanto foram ridículos, rs.